Notas de encenação "Falar Verdade a Mentir"



Esta encenação tem por base a música e está estruturada como uma opereta. A peça começa com uma Abertura (“O Morcego”, de Strauss) e vários trechos musicais marcam o compasso da entrada das personagens em cena. Toda a movimentação de cena obedece a uma coreografia, por vezes de forma não orgânica, mas rebuscada, exagerada, artificial. As personagens são obrigadas a respeitar as frases musicais, tendo que agir de acordo com os vários ritmos. E, de todos esses ritmos, o que predomina é o da valsa, ou não fosse o nosso protagonista um mentiroso compulsivo, cujas mentiras saem em tiradas de velocidade estonteante, a rivalizar com o compasso de Strauss.
A ambiência sonora também é pontuada pelo som de uma caixa registadora e do tilintar de dinheiro, a música ideal para os ouvidos de José Félix, que só pensa na obtenção do dinheiro do dote de Joaquina.
Não deixa de ser interessante que Almeida Garrett, um romântico, brinque tanto nesta peça com o Romantismo (primazia dos sentimentos), fazendo José Félix vibrar com a ideia de ganhos materiais e ao mesmo tempo pondo-lhe na boca tiradas melodramáticas de grande exagero.
Nesta encenação, o exagero romântico é protagonizado por José Félix com a ajuda de um jornal, adereço introduzido na peça como símbolo da realidade (contraponto da mentira). Joaquina pretende aconselhar Duarte a limitar-se a dizer “as notícias senão as que forem oficiais”. No entanto, ninguém tem tempo para ler o jornal, pois todos são bombardeados pelas mentiras de Duarte, que se sucedem a um ritmo alucinante. O jornal acaba por ser utilizado das mais variadas maneiras, mas nunca para ser lido.
A acção precipita-se para o final, detendo-se num breve momento de paralisia, em que todos ficam extáticos perante o público. Mas esse momento é breve, e a partir daí a orquestra dá os enfáticos acordes finais, culminando numa festividade romântica, numa explosão de vivacidade e optimismo, tal como numa opereta.
Os agradecimentos acompanham o som de uma valsa alegre, como que a mostrar que a vida continua.

6 comentários:

Anônimo disse...

Olá! Eu fui ver a peça , e está muito bonita, os actores encararam bem o papel e ficou muito engraçada. Os actores foram todos muito engraçados.

Obrigada , por me darem um momento de diversão.

Inês

Hugo Teixeira E,B 2/3 de Vila Verde disse...

Olá!!!
Fui ver a peça e achei muito gira e muito engraçada!!!!
Continuem assim que teram sucesso!!!

Abraço!!!!

Hugo Teixeira E,B 2/3 de Vila Verde disse...

Adorei a peça de teatro foi muito gira e engraçada!!!!

Abraço

:DUddAh* disse...

oi...
Adorei ver a peça ''Fala verdade a mentir: o cenário e as roupas 'tavam fixes..
as personagens representaram mt bem e adorei as partes em que elas saíam do palco.
Parabenx.BJX. Axx :DuddaH eb2/3 vivla verde

Anônimo disse...

adorei ver a peça. 'Tava tudo mt fixe: as roupas, o cenário e as personagems representarm mt bemmm... ParbeNx...
duddah eb2/3 de vila verde

clara fernandes EB 2/3 Guilherme Stephens disse...

A encenaçâo sucede-se a um ritmo estonteante que nos envolve de forma contagiante.
O texto, difícil ao ouvido desconhecedor, é amplamente completado com toda a expressividade dos actores e actrizes, com a música das suas vozes e com o "bailado" dos seus corpos.
No final, a conversa com o público é uma pedra essencial na estrada que ligará os jovens à expressão dramática.
Parabéns!
Maria Clara Fernandes (EB 2/3Guilherme Stephens Marinha Grande)